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Entendendo os Cistos de Retenção do Seio Maxilar: O Que Você Precisa Saber

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Cistos de Retenção do Seio Maxilar são formações frequentemente assintomáticas localizadas no seio maxilar. Enquanto muitos não requerem tratamento direto, eles podem necessitar de intervenção caso apresentem sintomas ou causem complicações. Embora tratamentos sem cirurgia, como observação e cuidado com condições associadas, sejam comuns, a remoção endoscópica pode ser recomendada em situações sintomáticas.

Cistos de Retenção no Seio Maxilar
Cisto de Retenção no Seio Maxilar

O que são os cistos de retenção no seio maxilar


Os cistos de retenção no seio maxilar são lesões benignas que ocorrem dentro da cavidade do seio maxilar, que fica na região da bochecha. Muitas vezes, esses cistos são descobertos por acaso em exames de imagem, e cerca de 12,4% das pessoas podem apresentá-los.[1] Esses cistos são mais comuns em mulheres, sendo que para cada homem com o cisto, 2,4 mulheres podem tê-lo. A idade média dos pacientes que têm este cisto é de 41,3 anos.[1] Normalmente, eles se encontram na parte inferior do seio maxilar e aparecem isoladamente.[1]


Cisto de Retenção no Seio Maxilar é Perigoso?


Não, cistos de retenção no seio maxilar geralmente não são perigosos. São achados frequentemente acidentais em exames de imagem e raramente representam uma condição obstrutiva persistente. Aproximadamente 12,4% das pessoas podem ter esses cistos, que têm em média 1,56 cm e costumam ser únicos e localizados na parte inferior do seio maxilar.


Na maioria dos casos, esses cistos não causam sintomas e não necessitam de tratamento. Quando sintomas ocorrem, como dor facial ou congestão nasal, opções de tratamento incluem observação, medicação ou, em casos mais severos, cirurgia. A decisão pelo tratamento é personalizada, considerando os sintomas, o tamanho e a localização do cisto, bem como os riscos e benefícios.


Causas dos cistos de retenção no seio maxilar


Não se sabe exatamente por que esses cistos se formam, mas eles não parecem estar relacionados a obstruções persistentes em uma estrutura chamada complexo ostiomeatal ou a variações anatômicas que poderiam obstruir os seios. Em média, esses cistos têm cerca de 1,56 cm de tamanho. E a parte do seio maxilar que tem o cisto, geralmente mostra sinais de uma doença do seio mais grave, quando comparada ao lado sem o cisto.[1]


Normalmente, os cistos de retenção no seio maxilar não causam sintomas e não precisam de tratamento, a menos que comecem a causar desconforto ou outras complicações. Em alguns casos, eles podem estar relacionados a uma inflamação do seio maxilar causada por problemas dentários. Esta inflamação tem uma prevalência de 51% em cada seio maxilar e 50% por paciente.[2] E está significativamente associada a lesões na ponta da raiz dos dentes, doenças gengivais e perda óssea moderada a grave.[2]


Diagnóstico dos cistos de retenção no seio maxilar


Exames de imagem, especialmente a tomografia computadorizada (conhecida também como TC), são muito importantes para diagnosticar e acompanhar esses cistos. A TC ajuda a diferenciar uma inflamação do seio maxilar de um tumor maligno, que também pode escurecer a imagem do seio maxilar.[3] Se o seio maxilar for menor que o normal, a TC pode mostrar claramente as membranas e o conteúdo perto do olho, ajudando no planejamento cirúrgico.[4] Outro tipo de tomografia, chamada tomografia de feixe cônico, também é útil para avaliar a inflamação do seio maxilar e identificar possíveis causas relacionadas aos dentes.[5]


Tratamento dos cistos de retenção no seio maxilar


Os cistos de retenção no seio maxilar geralmente não causam sintomas e não precisam de tratamento, a menos que comecem a causar desconforto ou outras complicações. Nos casos em que os cistos causam sintomas, a recomendação é um procedimento endoscópico.


Um estudo com 60 pacientes que tinham cistos no seio maxilar causando sintomas e ocupando pelo menos 50% do espaço do seio foram tratados com cirurgia endoscópica. Os cistos foram removidos através da abertura natural do seio usando um equipamento chamado endoscópio nasal rígido. O estudo mostrou que a chance dos cistos voltarem é baixa (3%) e não houve complicações. Isso sugere que o tratamento endoscópico é seguro e eficaz para cistos no seio maxilar que causam sintomas.[6]

Espessamento Mucoso Maxilar

Qual é a eficácia dos tratamentos sem cirurgia para Cistos de Retenção do Seio Maxilar?


Tratamentos sem cirurgia para cistos de retenção do seio maxilar geralmente envolvem observação e cuidado com qualquer condição associada. Como muitas vezes esses cistos não apresentam sintomas, eles geralmente não necessitam de intervenção, a menos que comecem a causar desconforto ou complicações. Se estiverem relacionados a problemas dentários que causam sinusite no seio maxilar, tratar o problema dental pode ajudar a aliviar os sintomas da sinusite[2].


No entanto, a eficácia dos tratamentos sem cirurgia para eliminar os próprios cistos não é muito mencionada em estudos. Em casos que apresentam sintomas ou causam complicações, muitas vezes se recomenda a intervenção cirúrgica, como a remoção do cisto através de endoscopia[6].


Portanto, enquanto o acompanhamento sem cirurgia pode ser uma estratégia para casos sem sintomas ou associados a outras condições, pode não ser eficaz para tratar diretamente os cistos.

Referências

1 - Do Maxillary Sinus Retention Cysts Reflect Obstructive Sinus Phenomena? Bhattacharyya N. Archives of Otolaryngology--Head & Neck Surgery. 2000;126(11):1369-71. doi:10.1001/archotol.126.11.1369.


2 - Global Prevalence of Maxillary Sinusitis of Odontogenic Origin and Associated Factors: A Systematic Review and Meta-Analysis. Vitali FC, Santos PS, Massignan C, et al. Journal of Endodontics. 2023;49(4):369-381.e11. doi:10.1016/j.joen.2023.01.010.


3 - The Opacified Maxillary Sinus: CT Findings in Chronic Sinusitis and Malignant Tumors. Silver AJ, Baredes S, Bello JA, Blitzer A, Hilal SK. Radiology. 1987;163(1):205-10. doi:10.1148/radiology.163.1.3823436.


4 - Maxillary Sinus Hypoplasia Visualized With Computed Tomography. Modic MT, Weinstein MA, Berlin AJ, Duchesneau PM. Radiology. 1980;135(2):383-5. doi:10.1148/radiology.135.2.7367631.


5 - Cone-Beam Computed Tomography Evaluation of Maxillary Sinusitis. Maillet M, Bowles WR, McClanahan SL, John MT, Ahmad M. Journal of Endodontics. 2011;37(6):753-7. doi:10.1016/j.joen.2011.02.032.


6 - Mucus Retention Cyst of the Maxillary Sinus: The Endoscopic Approach. Hadar T, Shvero J, Nageris BI, Yaniv E. The British Journal of Oral & Maxillofacial Surgery. 2000;38(3):227-9. doi:10.1054/bjom.1999.0160.


 

Quem é a Dra. Danielly Andrade?


Sou médica otorrinolaringologista em Belo Horizonte e Nova Lima, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2008, título de Especialista em Otorrinolaringologia pela ABORL / AMB.

Sou especialista em rinologia (funcional e estética), área da otorrinolaringologia que estuda e trata os distúrbios do nariz e dos seios da face, como obstrução nasal, desvio de septo, rinite, alergias, sinusite, alterações do olfato e sangramentos nasais.


​Atuo como médica do corpo clínico-cirúrgico nos hospitais Mater Dei, Socor e Orizonti. Sou preceptora do serviço de especialização em otorrinolaringologia do Hospital Socor atuando na área de Rinologia.


"Meu foco é te ajudar a respirar bem pelo nariz e melhorar sua auto-estima, qualidade de vida e de sono."

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