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Crise de Sinusite: Sintomas, Causas e Tratamentos

Atualizado: 1 de nov. de 2023

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Entendendo a crise de sinusite


A sinusite é uma inflamação dos seios paranasais, espaços preenchidos por ar localizados nos ossos ao redor do nariz. Ela pode ser classificada em aguda, subaguda, crônica ou recorrente, dependendo da duração e frequência dos sintomas.


Seios da face


A sinusite aguda é caracterizada por sintomas com duração inferior a 4 semanas. Já a sinusite subaguda apresenta sintomas com duração de 4 a 8 semanas. Na sinusite crônica, os sintomas persistem por 8 semanas ou mais. E na sinusite recorrente, ocorrem 3 ou mais episódios de sinusite aguda por ano.


Os sintomas típicos da sinusite incluem: sintomas persistentes de infecção do trato respiratório superior, rinorreia purulenta, drenagem pós-nasal, perda do olfato, congestão nasal, dor facial, cefaleia, febre, tosse e secreção purulenta.


Na sinusite crônica, deve haver achados anormais na tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Alguns pacientes também podem apresentar sintomas vagos ou insidiosos.


O que é crise de sinusite?


O termo “crise de sinusite” não é comumente utilizado na literatura médica ou em diretrizes clínicas. No entanto, ele poderia ser interpretado como uma exacerbação grave ou aguda dos sintomas da sinusite.


Uma crise de sinusite provavelmente envolveria um aumento significativo na gravidade ou frequência dos sintomas típicos, como dor facial intensa, febre alta ou sintomas que sugerem complicações, como alterações visuais ou sintomas neurológicos.


É importante notar que o manejo da sinusite, seja ela aguda, crônica ou grave, deve ser orientado pela gravidade dos sintomas, resposta do paciente ao tratamento e presença de complicações.


Diferenças entre crise de sinusite e casos típicos


A sinusite aguda é caracterizada por sintomas com duração inferior a 4 semanas. Já a sinusite crônica envolve sintomas que persistem por 8 semanas ou mais, podendo apresentar os mesmos sintomas da forma aguda, porém com variação na gravidade.


Uma crise de sinusite ou exacerbação grave é indicada por piora significativa desses sintomas, especialmente se forem irresponsivos à terapia médica apropriada. Nesses casos, pode ser necessária avaliação cirúrgica, particularmente se houver complicação iminente ou sintomas graves irresponsivos à terapia medicamentosa.


É importante notar que a presença de complicações como celulite orbital, abscesso ou meningite indicaria uma exacerbação grave da sinusite e exigiria atenção médica imediata.


Tratamento


A abordagem para uma crise de sinusite difere daquela para os casos típicos de sinusite aguda ou crônica.


Na crise de sinusite, a necessidade de cirurgia geralmente é indicada por uma complicação iminente ou sintomas graves não responsivos à terapia medicamentosa.


Já o manejo dos casos típicos de sinusite aguda ou crônica envolve principalmente terapia medicamentosa, sendo a cirurgia considerada para casos refratários ao tratamento medicamentoso.


A sinusite aguda causada por bacteria é tratada com antibioticoterapia por 7 a 10 dias. Já a sinusite crônica é tratada inicialmente com irrigação nasal salina e corticosteroides tópicos. Um curto curso de corticosteroides sistêmicos, doxiciclina ou antagonista de leucotrienos também pode ser considerado. Em casos refratários, a cirurgia endoscópica dos seios paranasais pode ser realizada.


Portanto, na crise de sinusite, a abordagem cirúrgica é mais comum devido à gravidade dos sintomas ou complicações. Já na sinusite aguda e crônica, o tratamento medicamentoso é priorizado, reservando-se a cirurgia para casos refratários.


Fatores de risco e gatilhos


Diversos fatores podem contribuir para a exacerbação da sinusite ou uma crise de sinusite.


A causa mais comum é a infecção, frequentemente precedida por infecções virais do trato respiratório superior. Essas infecções podem levar à invasão bacteriana dos seios por bactérias como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis.


Fatores genéticos também podem desempenhar um papel. Algumas variações genéticas foram associadas ao risco aumentado de rinossinusite crônica. Outras variações têm sido relacionadas à gravidade da sinusite e resposta ao tratamento.


Fatores ambientais como tabagismo estão relacionados a piores resultados em longo prazo após cirurgia de sinusite. Assim, pacientes expostos a fatores ambientais marcados podem ter maior risco de sinusite grave.


Em termos de gatilhos, qualquer fator que leve à inflamação ou infecção nos seios paranasais pode potencialmente desencadear uma crise de sinusite. Isso inclui exposição a alérgenos, irritantes ou patógenos.


Portanto, os fatores de risco e gatilhos para uma exacerbação grave da sinusite são multifatoriais, envolvendo uma combinação de fatores infecciosos, genéticos e ambientais. A prevenção inclui evitar a exposição a fatores de risco conhecidos, além do tratamento adequado de infecções e alergias.


Sinais e sintomas


Não há critérios diagnósticos específicos que indiquem uma exacerbação grave de sinusite ou crise de sinusite. No entanto, sintomas graves de sinusite ou sinais de complicações podem indicar uma exacerbação significativa da condição.


De acordo com as diretrizes da American Academy of Allergy, Asthma and Immunology (AAAAI), a exacerbação grave pode ser indicada pelo agravamento dos sintomas típicos, particularmente se forem refratários à terapia médica apropriada.


Nesses casos, avaliação para cirurgia pode ser necessária, especialmente na presença de complicação iminente ou sintomas graves não responsivos à terapia medicamentosa.


A presença de complicações como celulite orbital, abscesso ou meningite indicaria uma exacerbação grave da sinusite e exigiria atenção médica de urgência.


Em resumo, embora não exista definição específica para uma “crise de sinusite”, sintomas graves ou refratários ao tratamento medicamentoso, ou a presença de complicações, podem indicar uma exacerbação significativa da sinusite. A avaliação cuidadosa dos sintomas pelo médico especialista é essencial para determinar a conduta mais adequada.


Conclusão


A “crise de sinusite” se refere a uma exacerbação grave dos sintomas típicos da sinusite, embora o termo não seja padronizado na literatura médica. O manejo deve ser orientado pela gravidade dos sintomas e presença de complicações, diferindo da abordagem da sinusite aguda e crônica típicas.


Fatores infecciosos, genéticos e ambientais podem desempenhar um papel na exacerbação grave. Não existem critérios diagnósticos absolutos para a crise de sinusite, sendo a avaliação cuidadosa do quadro clínico pelo médico fundamental para orientar a terapêutica mais adequada.

Referencias


Referências


 

Quem é a Dra. Danielly Andrade?


Sou médica otorrinolaringologista em Belo Horizonte e Nova Lima, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2008, título de Especialista em Otorrinolaringologia pela ABORL / AMB.

Sou especialista em rinologia (funcional e estética), área da otorrinolaringologia que estuda e trata os distúrbios do nariz e dos seios da face, como obstrução nasal, desvio de septo, rinite, alergias, sinusite, alterações do olfato e sangramentos nasais.


​Atuo como médica do corpo clínico-cirúrgico nos hospitais Mater Dei, Socor e Orizonti. Sou preceptora do serviço de especialização em otorrinolaringologia do Hospital Socor atuando na área de Rinologia.


"Meu foco é te ajudar a respirar bem pelo nariz e melhorar sua auto-estima, qualidade de vida e de sono."

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