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Desvio de Septo Grau 3: Causas, Sintomas e Tratamentos

O desvio de septo grau 3 é a forma mais grave de desvio septo, caracterizada por um desvio significativo da parede que separa as narinas, ocorre quando o septo toca a parede lateral interna do nariz ou toca o corneto nasal inferior. Essa deformidade obstrui consideravelmente a passagem nasal, levando a uma série de sintomas incômodos como dificuldade de respirar pelo nariz.


Classificação do desvio de septo em graus. Da esquerda para direita: desvio de septo grau 1, desvio de septo grau 2 e desvio de septo grau 3
Classificação em graus baseada na posição do septo em relação a parede lateral interna do nariz ou em relação ao corneto inferior


Sistema de classificação de desvio de septo em graus


Metodo 1: Classificação de desvio de septo nasal com base na relação do septo nasal com a corneto inferior.


  • Desvio de septo grau I: o desvio não atingiu o corneto inferior

  • Desvio de septo grau II: o desvio atingiu a corneto inferior

  • Desvio de septo grau III: o desvio atingiu a parede lateral e comprimiu a corneto inferior.

Metodo 2: Classificação de desvio de septo nasal com base na obstrução nasal usando a escala visual analógica.


  • Desvio de septo grau 1: 0–33% de deflexão da linha média em direção à parede lateral

  • Desvio de septo grau 2: 34–66% de deflexão da linha média em direção à parede lateral

  • Desvio de septo grau 3: 67–100% de deflexão da linha média em direção à parede lateral.


Sintomas do Desvio de Septo Grau 3:


  • Obstrução nasal crônica: Dificuldade persistente em respirar pelo nariz, geralmente mais intensa em um dos lados. A sensação de obstrução pode ser agravada ao deitar-se de lado ou em ambientes secos.

  • Ronco: O estreitamento da passagem nasal causa vibrações durante a respiração, resultando em ronco alto e perturbador.

  • Infecções frequentes nos seios da face: A drenagem prejudicada dos seios paranasais aumenta o risco de sinusites, causando dor, congestão, secreção nasal e febre.

  • Secura nasal e crostas: O desvio septal altera o fluxo de ar e a umidificação da mucosa nasal, levando a ressecamento, formação de crostas e sensação de desconforto.

  • Sangramentos nasais: O desvio septal pode causar sangramentos nasais espontâneos ou facilmente induzidos, especialmente em ambientes secos.

  • Fadiga: A respiração inadequada durante o sono pode levar à fadiga diurna, cansaço e falta de energia.

  • Dor facial: Em alguns casos, o desvio septal pode causar dor ou pressão na região da face, ao redor dos olhos e na testa.


Fatores que influenciam a intensidade dos sintomas de desvios de septo grau 3:


  • Localização do desvio: Desvios na parte anterior do septo, especialmente na região da válvula nasal, tendem a causar sintomas mais graves.

  • Presença de outras condições: Condições como colapso da válvula nasal ou hipertrofia da concha nasal inferior podem intensificar a obstrução nasal.

  • Sensibilidade individual: A percepção dos sintomas varia de acordo com a sensibilidade individual da mucosa nasal.


Diagnóstico do desvio de septo grau 3


O diagnóstico preciso do desvio de septo grau 3 envolve uma combinação de avaliação clínica e exames complementares:


1. Exame Clínico:


  • Anamnese: O médico coletará informações sobre seus sintomas, histórico médico e histórico familiar.

  • Exame físico nasal: O médico examinará as narinas, septo nasal e cavidades nasais para identificar sinais de desvio septal, como:

  • Assimetria nas narinas

  • Desvio visível do septo

  • Congestão nasal

  • Mucosa nasal seca ou irritada

  • Sangramento nasal


2. Ferramentas de Avaliação:


  • Questionário NOSE (Avaliação de Sintomas de Obstrução Nasal): Essa ferramenta padronizada quantifica o impacto do desvio septal na sua respiração e qualidade de vida.


3. Exames de Imagem:


  • Tomografia computadorizada (TC) nasal: A TC fornece imagens detalhadas do septo nasal e das cavidades nasais, permitindo uma avaliação precisa da gravidade do desvio e da anatomia nasal.

  • Rinoscopia anterior: Esse exame utiliza uma luz para visualizar a parte interna das narinas e do septo nasal anterior.

  • Endoscopia nasal: Um endoscópio flexível é introduzido nas narinas para visualizar as cavidades nasais em detalhes, incluindo o septo nasal e estruturas adjacentes.


Tratamento para desvio de septo grau 3:


O desvio de septo grau 3 é a forma mais grave dessa condição e, devido à obstrução nasal significativa que causa, o tratamento cirúrgico geralmente é a opção mais recomendada. O tratamento com medicamentos costuma ser insuficiente para aliviar os sintomas e efeitos causados por essa deformidade anatômica.


Cirurgia para tratar desvio de septo grau 3:


  • Septoplastia: A septoplastia é o procedimento cirúrgico para correção do desvio de septo. Seu objetivo é reposicionar o septo nasal, melhorando o fluxo de ar eliminando a obstrução nasal.

  • Septoplastia e turbinectomia: Mais de 50% dos pacientes que tem desvio de septo grau 3 apresentam hipertrofia de cornetos compensatória, nesses casos é realizado um procedimento junto com a septoplastia, que chama turbinectomia ou cirurgia de redução de cornetos.


Decisão Cirúrgica: A decisão de realizar a septoplastia deve ser baseada em uma avaliação completa dos sintomas do paciente, da gravidade do desvio de septo e de uma análise criteriosa dos potenciais benefícios e riscos da cirurgia.


Quando buscar ajuda médica devido a um desvio de septo com sintomas graves


É importante consultar um otorrinolaringologista rinologista se você apresenta os sintomas mencionados acima, especialmente se forem graves ou interferirem na sua qualidade de vida. O diagnóstico do desvio de septo é feito através de exame físico detalhado e, em alguns casos, exames complementares como tomografia computadorizada.

Referências

 

Dra. Danielly Andrade

Dra. Danielly Andrade, Médica otorrinolaringologista especialista em tratamento clínico e cirúrgico de desvio de septo em Belo Horizonte - MG

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