Desvio de septo grau 3: Saiba mais sobre a classificação de desvios de septo

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Um desvio de septo é uma condição onde o septo nasal — o osso e a cartilagem que divide a cavidade nasal do nariz ao meio — está significativamente descentrado ou torto, dificultando a respiração. A maioria das pessoas apresenta diferentes graus de desvio de septo.


O desvio do septo nasal é uma queixa frequente entre os pacientes atendidos em uma clínica de otorrinolaringologia. A prevalência de desvio de septo varia em diferentes populações e os esquemas de classificação de desvio de septo são complexos e diferem conforme os autores.


Desvio de septo grau
Desvio de septo

Como é Diagnosticado o Desvio de septo?


O médico examinará seu nariz com um espéculo nasal, um exame de fibronasolaringoscopia e provavelmente solicitará uma tomografia computadorizada para examinar com mais detalhas outras estruturas na face, como os cornetos nasais e os seios da face. Dessa forma podemos classificar em graus: 1,2 e 3.


O desvio de septo grau 3, onde o septo toca a parede lateral da fossa nasal, quase sempre demanda cirurgia devido aos efeitos causados. Independente da classificação o mais importante é a avaliação do otorrinolaringologista especialista em nariz, como a Dra. Danielly Andrade, para indicar o melhor tratamento clínico ou cirúrgico.


Os desvios do septo nasal desempenham um papel crítico nos sintomas de obstrução nasal, aparência estética do nariz, aumento da resistência nasal e, às vezes, ronco. Consequentemente, uma avaliação abrangente do septo nasal tem um papel essencial no planejamento pré-operatório, no restabelecimento da função e no apelo estético geral. Normalmente, uma septoplastia é suficiente para tratar de desvios septais nasais significativos, mas às vezes tais desvios justificam uma rinosseptoplastia.


Para examinar o interior do nariz com mais detalhes no consultório, a Dra. Danielly usará uma luz forte e um instrumento projetado para abrir as narinas. E também no consultório, realizará uma fibronasolaringoscopia. É comum pedir uma tomografia computadorizada como auxiliar no diagnóstico do desvio de septo.


Diagnóstico do grau do desvio de septo
Fibronasolaringoscopia
Diagnóstico do grau do desvio de septo tomografia
Desvio de Septo - Tomografia Computadorizada

Com base nesses exames, ele pode diagnosticar um desvio de septo e determinar a gravidade de sua condição, como a presença de outras alterações como uma perfuração septal (perfuração do septo nasal), hipertrofia de cornetos nasais e pólipos nasais.


Sistema de classificação de desvio de septo em graus


Salihoglu et al. incluíram 9.835 pacientes em seu estudo que avaliou o efeito do exame nasal, incluindo desvios do septo nasal (classificados como 1, 2 e 3 com base em incrementos de 33%), na obstrução nasal usando a escala visual analógica. Em seu estudo, eles notaram que quase metade dos pacientes tinham desvios do septo nasal e desses cerca de 60% eram bilaterais e 40% eram unilaterais.


  • Desvio de septo grau 1: 0–33% de deflexão da linha média em direção à parede lateral

  • Desvio de septo grau 2: 34–66% de deflexão da linha média em direção à parede lateral

  • Desvio de septo grau 3: 67–100% de deflexão da linha média em direção à parede lateral.


Vidigal et al. usaram uma classificação de desvio de septo nasal com base na relação do septo nasal com a concha inferior.

  • Desvio de septo grau I: o desvio não atingiu a concha inferior

  • Desvio de septo grau II: o desvio atingiu a concha inferior

  • Desvio de septo grau III: o desvio atingiu a parede lateral e comprimiu a concha inferior.


Sistemas de classificação conforme o formato.


De acordo com Guyuron et al. [1], o desvio do septo nasal pode ser dividido em seis categorias, cinco das quais podem influenciar o nariz externo. Um desvio ou esporão septal localizado não tem efeito na direção do nariz externo.


Inclinação septal simples


O tipo mais comum de desvio septal é a inclinação septal simples, que é descrita como um septo que não tem curva, mas é inclinado para um lado do nariz.

Paciente com desvio de inclinação septal no pré-operatório (A) e após endireitamento (B).

Paciente com desvio de inclinação septal no pré-operatório (A) e após endireitamento (B).

Desvio em forma de C


A segunda e terceira categoria de desvio septal é o desvio em forma de C. Ao contrário da inclinação septal simples, essa deformidade envolve a curvatura da cartilagem.


Desvio de septo em forma de C no pré-operatório (A, C) e após a correção (B, D).

A diferença entre os 2 tipos é apenas a direção da curvatura.






Desvio em forma de S


O quarto e quinto tipos de deformidades são os desvios septais em forma de S, este tipo de desvio pode acompanhar a hipertrofia dos cornetos.



Paciente com desvio septal em forma de S no pré-operatório (A-C) e após a correção (D-F).

A diferença entre os 2 tipos é apenas a direção da curvatura.





Desvio de septo com esporão ósseo


O septo é composto em parte por cartilagem e em parte por osso. Às vezes, um pedaço extra de osso crescerá do septo e criará um esporão. Muitas vezes além da obstrução nasal o esporão ósseo é a causa de dores de cabeça inexplicáveis


Desvio de septo com esporão ósseo
Desvio de septo com esporão ósseo

O que é desvio de septo grau 3?


Comumente falamos que o desvio de septo é grau 3 é quando onde o septo toca a parede lateral da fossa nasal, quase sempre demanda cirurgia devido aos efeitos causados.


Segundo Salihoglu et al., o desvio de septo grau 3 ocorre quando 67–100% de deflexão da linha média em direção à parede lateral. Vidigal et al. considera desvio de septo grau 3 quando o desvio atingiu a parede lateral e comprimiu a concha inferior.


Como saber o grau do desvio de septo?


Durante a sua consulta, o seu médico irá primeiro perguntar sobre quaisquer sintomas

que possa ter e levantará seu histórico de saúde e depois fará um exame físico.


Ele fará perguntas sobre qualquer lesão anterior e sintomas. O exame físico pode ser feito com uma ferramenta portátil (espéculo nasal) que permite ao otorrino abrir um pouco a narina.


Para examinar o interior do nariz com mais detalhes, o médico usará uma luz forte e, às vezes, um instrumento projetado para abrir as narinas. Como auxiliar de diagnóstico o médico pode realizar uma fibronasolaringoscopia. É comum o otorrino pedir uma tomografia computadorizada como auxiliar de diagnóstico.


Com base nesses exames, ele pode diagnosticar um desvio de septo e determinar a gravidade de sua condição, como a presença de outras alterações como uma perfuração septal (perfuração do septo nasal), hipertrofia de cornetos nasais e polipos nasais.


fibronasolaringoscopia
Fibronasolaringoscopia




Sistema de classificação de desvio de septo subjetivo


Alguns otorrinolaringologistas optam por uma classificação mais simples visual e subjetiva considerando o nível de obstrução nasal.


desvio de septo grau 3

Como saber se meu desvio de septo é grave?


Consulte seu médico sobre um desvio de septo se você tiver:

Um desvio de septo pode causar qualquer um desses problemas, no entanto, há outros motivos pelos quais esses sintomas podem ocorrer e é importante consultar um médico otorrinolaringologista para um diagnóstico e tratamento corretos.


Quando é preciso operar desvio de septo?


Se o desvio do septo bloqueia uma ou ambas as narinas de forma que seja difícil ou impossível respirar pelo nariz, você deve considerar a cirurgia. Esse nariz entupido pode criar um terreno fértil para o crescimento de bactérias. Isso causa inflamação e infecção dolorosas, o que pode impedir que você melhore. Nesse caso, uma cirurgia vai ajudar.


Resumo sobre graus de desvio de septo:


Existem várias escalas de classificação de desvio de septo em graus, tipos entre outros.


Independente da classificação o mais importante é a avaliação do otorrinolaringologista especialista em nariz, como a Dra. Danielly Andrade, para fazer um correto diagnóstico indicar o melhor tratamento clínico ou cirúrgico.


 

Quem é a Dra. Danielly Andrade?


Sou médica otorrinolaringologista em Belo Horizonte e Nova Lima, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2008, título de Especialista em Otorrinolaringologia pela ABORL / AMB.

Sou especialista em rinologia (funcional e estética), área da otorrinolaringologia que estuda e trata os distúrbios do nariz e dos seios da face, como obstrução nasal, desvio de septo, rinite, alergias, sinusite, alterações do olfato e sangramentos nasais.

Desde então me especializei nas cirurgias funcionais e estéticas do nariz.

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​Atuo como médica do corpo clínico-cirúrgico nos hospitais Mater Dei, Socor e Orizonti. Sou preceptora do serviço de especialização em otorrinolaringologia do Hospital Socor atuando na área de Rinologia.


"Meu foco é te ajudar a respirar bem pelo nariz e melhorar sua auto-estima, qualidade de vida e de sono."


Como a Dra. Danielly Andrade pode te ajudar?


Cada caso deve ser avaliado com cuidado antes de uma indicação cirúrgica e, nos consultórios da Dra. Danielly Solar Andrade, o paciente tem a comodidade de realizar exames auxiliadores no diagnóstico e na escolha do tratamento adequado.


Quando este tratamento é cirúrgico, todas as burocracias com planos de saúde, convênios e hospitais também são cuidadas pela equipe da Dra. Danielly.


Para mais informações sobre desvio de septo e septoplastia acesse:


Referências:

  1. Teixeira J, Certal V, Chang ET, Camacho M. Nasal Septal Deviations: A Systematic Review of Classification Systems. Plast Surg Int. 2016;2016:7089123. doi:10.1155/2016/7089123

  2. Vidigal T. D. A., Haddad F. L. M., Gregório L. C., Poyares D., Tufik S., Bittencourt L. R. A. Subjective, anatomical, and functional nasal evaluation of patients with obstructive sleep apnea syndrome. Sleep & Breathing. 2013;17(1):427–433. doi: 10.1007/s11325-012-0667-5.

  3. Salihoglu M., Cekin E., Altundag A., Cesmeci E. Examination versus subjective nasal obstruction in the evaluation of the nasal septal deviation. Rhinology. 2014;52(2):122–126. doi: 10.4193/rhino13.057.

  4. Guyuron B, Uzzo CD, Scull H. A practical classification of septonasal deviation and an effective guide to septal surgery. Plast Reconstr Surg 1999;104:2202–9.