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Sinusite crônica: Causas, sintomas e tratamento

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A sinusite crônica, também conhecida como rinossinusite crônica, é uma condição inflamatória persistente dos seios nasais que dura mais de 12 semanas. É caracterizada por sintomas como congestão nasal, corrimento nasal purulento, gotejamento pós-nasal, redução do olfato e pressão ou dor facial. A sinusite crônica pode ser menos dolorosa do que a sinusite aguda, mas muitas vezes leva a um maior impacto na qualidade de vida devido à sua natureza persistente.


As causas da sinusite crônica são multifatoriais e podem incluir variações anatômicas, como desvio de septo, edema da mucosa, depuração mucociliar prejudicada e fatores ambientais, como alergias e exposição a irritantes, como a fumaça do tabaco. Agentes infecciosos, incluindo bactérias e fungos, também podem contribuir para a inflamação crônica observada na sinusite.


As opções de tratamento para sinusite crônica incluem irrigação nasal salina e corticosteróides intranasais como terapias de primeira linha. Para pacientes com pólipos nasais, um curso curto de corticosteróides sistêmicos ou doxiciclina pode ser considerado. Os antagonistas dos leucotrienos também podem ser benéficos para sintomas nasais em pacientes com pólipos nasais. Para pacientes sem pólipos, um curso prolongado de antibióticos macrólidos pode ser considerado. Nos casos em que a terapia médica é insuficiente, opções cirúrgicas como a cirurgia endoscópica funcional do seio (FESS) podem ser indicadas para melhorar a drenagem sinusal e aliviar os sintomas.

sinusite crônica

O que é sinusite crônica?


A sinusite crônica é uma inflamação prolongada dos seios da face, que pode durar mais de 12 semanas. Os sintomas incluem congestão nasal, pressão facial, dor de cabeça e secreção nasal espessa. A sinusite crônica pode ser causada por infecções respiratórias recorrentes, anomalias na estrutura dos seios da face ou alergias.


O que causa sinusite crônica?


A fisiopatologia subjacente à sinusite crônica é complexa e multifatorial, envolvendo uma combinação de depuração mucociliar prejudicada, anormalidades na barreira celular epitelial sinonasal, remodelação tecidual e uma resposta imune desregulada.


A depuração mucociliar Prejudicada leva ao acúmulo de muco dentro dos seios nasais, que pode abrigar patógenos e contribuir para a inflamação contínua. A barreira das células epiteliais sinonasais é fundamental para a proteção contra insultos ambientais e patógenos. Na sinusite crônica, essa barreira pode ser comprometida, levando ao aumento da permeabilidade e a uma capacidade reduzida de limpar patógenos.


A remodelação tecidual na sinusite crônica envolve mudanças na estrutura e função dos tecidos sinusais, incluindo o desenvolvimento de pólipos nasais em alguns indivíduos. Essa remodelação pode perpetuar a inflamação e obstruir as vias de drenagem sinusal.


A resposta imune na sinusite crônica é caracterizada pela ativação do sistema imunológico inato e adaptativo. Muitas vezes há uma resposta imune tipo 2 predominante, especialmente na rinosinusite crônica com pólipos nasais (CRSwNP), que está associada a níveis elevados de eosinófilos, IgE e citocinas como IL-5 e IL-13. Staphylococcus aureus também pode desempenhar um papel na persistência da doença, liberando superantígenos que exacerbam a resposta imune.


Estudos recentes destacaram o papel dos vírus no início e exacerbação da sinusite crônica. As infecções virais podem levar à produção de citocinas que resultam na perda da função de barreira e podem estimular as respostas imunes do tipo 2, contribuindo para a cronicidade da doença.


Quais são os sintomas da sinusite crônica?


A sinusite crônica, também conhecida como rinossinusite crônica, é caracterizada por inflamação prolongada dos seios nasais que dura mais de 12 semanas. Os sintomas da sinusite crônica podem ser mais sutis do que os da sinusite aguda e podem incluir:


  1. Congestão ou obstrução nasal, dificultando a respiração pelo nariz.

  2. Corrimento nasal grosso e descolorido (rinorréia purulenta) e gotejamento pós-nasal, o que pode levar a dor de garganta ou tosse.

  3. Redução do olfato (hiposmia) ou paladar.

  4. Dor facial, pressão ou plenitude, que muitas vezes é menos pronunciada do que na sinusite aguda.

  5. Fadiga e mal-estar.

  6. Dor de dente, particularmente nos dentes superiores, devido à proximidade das cavidades sinusais.

  7. Pressão ou plenitude no ouvido.

Os sinais clínicos que podem ser observados incluem sensibilidade sinusal na palpação, eritema da mucosa e secreções nasais purulentas. A sinusite crônica também pode estar associada ao aumento das secreções faríngeas e edema periorbital em alguns casos.


Como diferenciar a sinusite crônica da sinusite aguda?


A sinusite crônica e a sinusite aguda são diferenciadas pela duração e padrão dos sintomas. A sinusite aguda é caracterizada por sintomas que duram menos de 4 semanas e muitas vezes seguem uma infecção viral do trato respiratório superior. Os sintomas da sinusite aguda incluem congestão nasal, rinorréia purulenta, dor facial-dental, drenagem pós-nasal, dor de cabeça e tosse.


A sinusite crônica, por outro lado, envolve sintomas que persistem por 8 semanas ou mais. Os sintomas da sinusite crônica podem ser mais sutis e menos graves do que os da sinusite aguda. A dor é muito menos uma característica da sinusite crônica, e os pacientes podem apresentar tosse persistente, obstrução nasal e gotejamento pós-nasal. Também pode haver uma sensação reduzida de olfato, fadiga e uma sensação geral de não estar bem. A sinusite crônica geralmente requer confirmação por imagem, como tomografia computadorizada (TC), especialmente quando a apresentação clínica é ambígua ou quando há falta de resposta à terapia médica.


As causas da sinusite aguda são tipicamente infecções virais, que podem ser complicadas pela superinfecção bacteriana. Os patógenos bacterianos comuns incluem Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis. A sinusite crônica também pode ser causada por esses organismos, mas pode incluir patógenos adicionais, como Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, anaeróbios e fungos, particularmente em certas regiões geográficas.


O que a sinusite crônica pode causar?


A sinusite crônica em si normalmente não é fatal. No entanto, se não for tratado, pode levar a complicações graves que podem ser fatais. Complicações orbitais devido à rinosinusite crônica, como celulite pré-septal, podem progredir para neurite óptica ou complicações intracranianas com risco de vida se não forem tratadas de forma rápida e eficaz. As complicações intracranianas, embora raras, podem incluir condições como meningite, que é uma complicação potencialmente fatal da rinosinusite aguda e pode ocorrer em pacientes com histórico de rinosinusite crônica. Essas complicações exigem atenção médica imediata, incluindo antibióticos intravenosos e, em alguns casos, intervenção cirúrgica.


Além disso, outras complicações da sinusite, embora pouco frequentes, podem ser fatais e podem incluir problemas locais, orbitais e intracranianos ou combinações dos mesmos. As complicações orbitais são as mais comuns, e crianças com etmoidite aguda são particularmente propensas a elas. As complicações intracranianas podem ter poucos sintomas, e pode haver discordância entre os sintomas e a gravidade, o que ressalta a importância do diagnóstico radiológico precoce com tomografia computadorizada ou ressonância magnética.



Como é feito o diagnóstico da sinusite crônica?


O diagnóstico de sinusite crônica é geralmente feito com base nos sintomas do paciente e em um exame físico, que pode incluir a visualização dos seios da face usando um endoscópio nasal ou uma tomografia computadorizada (TC). Em alguns casos, o médico pode solicitar exames de imagem adicionais, como ressonância magnética (RM) ou radiografia, para confirmar o diagnóstico ou identificar a causa subjacente da sinusite crônica.


Qual o tratamento para sinusite crônica?


A sinusite crônica pode ser gerenciada com irrigação salina e corticosteroide, focando nos sintomas e causas, mas a cura definitiva geralmente é alcançada através de cirurgia endoscópica dos seios nasais, que remove obstruções e restaura a função nasal.


O tratamento da sinusite crônica geralmente envolve uma combinação de medidas de autocuidado, medicamentos e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos. As medidas de autocuidado incluem a utilização de soluções salinas para lavagem nasal, umidificadores e aplicação de compressas quentes no rosto. Os medicamentos podem incluir corticosteroides nasais, descongestionantes, analgésicos e, se necessário, antibióticos. Em casos mais graves ou persistentes, a cirurgia pode ser recomendada para melhorar a drenagem dos seios nasais e aliviar os sintomas.


É importante lembrar que o tratamento da sinusite crônica pode ser um processo gradual e pode exigir a combinação de diferentes abordagens para aliviar seus sintomas.


Autocuidados para sinusite crônica


Para gerenciar a sinusite crônica, as medidas de autocuidado que podem ser tomadas incluem:


  1. Irrigações salinas: Lavar o nariz com soro fisiológico pode aliviar os sintomas e remover o muco que é difícil de expulsar.

  2. Sprays nasais de esteróides: Estes podem reduzir os sintomas após 15 dias de uso, mas o benefício poder ser pequeno, e os efeitos colaterais podem incluir dor de cabeça, coceira nasal e hemorragias nasais.

  3. Analgésicos: O paracetamol ou o ibuprofeno podem ser usados para aliviar a dor e a febre.

  4. Descongestionantes: Estes podem ajudá-lo a respirar mais facilmente e podem ser tomados como um spray nasal (por não mais de 3 dias seguidos para evitar o agravamento do congestionamento) ou por via oral.

É importante evitar anti-histamínicos e medicamentos esteróides orais rotineiramente, pois eles têm efeitos colaterais e não aliviam os sintomas. Além disso, os pacientes devem ser informados sobre o conceito de "espera atenta", o que significa atrasar o tratamento com antibióticos por até 7 dias após o diagnóstico para ver se os sintomas melhoram por conta própria. Se os sintomas piorarem ou não melhorarem dentro do período de espera atento, os pacientes devem entrar em contato com o consultório de seu médico.

 

Quem é a Dra. Danielly Andrade?

Sou médica otorrinolaringologista em Belo Horizonte e Nova Lima, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2008, título de Especialista em Otorrinolaringologia pela ABORL / AMB.

Sou especialista em rinologia (funcional e estética), área da otorrinolaringologia que estuda e trata os distúrbios do nariz e dos seios da face, como obstrução nasal, desvio de septo, rinite, alergias, sinusite, alterações do olfato e sangramentos nasais.

​Atuo como médica do corpo clínico-cirúrgico nos hospitais Mater Dei, Socor e Orizonti. Sou preceptora do serviço de especialização em otorrinolaringologia do Hospital Socor atuando na área de Rinologia.


"Meu foco é te ajudar a respirar bem pelo nariz e melhorar sua auto-estima, qualidade de vida e de sono."

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